A festa acabou e é altura de fazer um balanço a tudo aquilo que se passou no parque da Bela Vista nestes últimos tempos. Estávamos ainda em Maio, mais precisamente no dia 30 quando o festival começou. Um dia que começou da melhor forma para a organização ao ter os bilhetes para o 1º dia esgotados. Passemos então a falar de tudo o que se passou em palco.
NOTA: o presente post encontra-se muito longo pelo que irá sofrer alterações. Para já apenas é possivel abrir o cartaz do dia que pretender ver, mas em breve os comentários do dia serão feitos numa janela separada. Essa alteração será feita quando houver tempo para tal, mas será em breve.
Dia 30 de Maio (+):
Com o dia de abertura totalmente esgotado, estáva tudo preparado para uma grande animação. O palco principal abriu com Paulo Gonzo e manteve-se animado e com a entrada de Ivete Sangalo, a animação ficou ainda mais ao rubro. Apesar de não ser o genero de música que me agrada, deu para perceber que mesmo sem som o concerto era bom. Bastava a movimentação da “piquena”. Hehe. Adiante.. Seguiu-se Amy Winehouse que parecia que tinha vindo de um local com o mesmo nome que o seu (uma casa de vinhos). Esperemos que nos volte a “visitar” mas em melhores condições. Em boas condições estava mesmo Lenny Kravitz, que deu um optimo show. A noite terminou em beleza com Paul van Dyk na Electrónica, encerrando assim o primeiro dos 5 dias de festarola..
Dia 31 de Maio (+):
Novo dia, novo cartaz, a mesma emoção. Mais uma vez o Palco Mundo abre em português, ainda que seja ao ritmo do Brasil, com os Skank a dar “show de bola” com o tema Uma Partida de Futebol. Em seguida subiu ao palco Alanis Morriset, que aproveitou assim para promover o seu último trabalho no mercado nacional. O espanhol Alejandro Sainz aproveitou a proximidade entre os dois países para dar cá um saltinho. animando o publico, em especial com o dueto com Ivete Sangalo (vai se lá saber porquê, o publico masculino começou a ter verdadeiramente interesse no concerto =p), mas o momento alto da noite esteve a cargo de Jonh Bon Jovi (tanta vez que eu andei a porrada com a minha irmã por lhe desgravar os concertos para gravar desenhos animados..), com uma grande actuação, mostrando que apesar da já longa carreira (se era quando eu gravava bonecos é porque já anda nisto há muito tempo) ainda está aí para as curvas. Para animar tudo isto, o norte-americano apareceu em palco com uma camisola da selecção portuguesa. Foi a maluqueira para os que se encontravam presentes. Carl Cox foi o senhor responsavel por fexar em alta a noite na “Cidade do Rock” e fez isso mesmo em grande!
Dia 1 de Junho (+):
Muito bem. Eu olho para o cartaz e aquilo que me apetece fazer com o deste dia é basicamente limpar o… Adiante. Este dia teve milho, galinhas, Xutos & Pontapés a dar-lhe, seguindo-se depois muito milho. Um aviario mesmo. Uma bela actuação de Joss Stone ( =P ) e Rod Stewart. Basicamente, se fosse dia de muito calor tinha havido churrascada e pipocas. Deve ter sido por isso que se deu uma pausa no festival. para limpar as marcas da pitalhada que para la andou. Devia ser so penas. piu piu piu milho milho milho.
Dia 5 de Junho (+):
Aqui sim. Começou o verdadeiro festival. Apesar de ter sido apenas no penultimo dia, ainda foi muito a tempo! era dia de partir a loiça toda e Moonspel fizeram-no bem. Os portugueses mostraram o porquê de terem sido convidados para participar no evento. Logo com a primeira música (Tragic Heights) a multidão entra em delírio. Com a bateria a ser tapada por uma bandeira portuguesa, segue-se Finisterra. Se a multidão já estáva ao rubro durante todo o concerto e esse estado aumentou quando o vocalista agradece ás bandas que se seguem a oportunidade de poder partilhar com eles o mesmo palco, quando quando Fernando Ribeiro toca bateria em simultânio com o baterista e em seguida desce do palco para cumprimentar os fãs então aí veio “tudo a baixo”.
Em seguida sobem ao palco os miticos finlandeses Apocalyptica, que se deram a conhecer ao mundo ao tocarem covers dos Metallica, tendo depois juntado algumas vozes conhecidas para os acompanhar. O primeiro tema da noite é Refuse/Resist. A banda finlandesa continua a levar ao rubro todo o público. Apesar de haver que pensasse que estes iriam trazer alguma participação especial, a verdade é que acabaram por tocar apenas eles, mas mesmo assim dão um excelente concerto. Machine Head também não ficam atrás e levam toda a gente para o “mosh”. A cada intervalo, a banda de heavy metal arranca cada vez mais aplausos do publico. Mas eis que chega o grande momento da Noite. Metallica sobem ao palco e abrem logo com um som que faz estremecer o chão. Toda a noite sempre a rasgar e a partir pedra os metallica dão um dos melhores concertos desta edição (porque o melhor está reservado para o dia seguinte
) tocando temas novos e relembrando os antigos.
Dia 6 de Junho (+):
Eis o dia em que e cá nem tenho sono nem me importo de acoradar cedo (diz que eram 6 da matina..). Apesar da greve em alguns comboios da CP, a “Cidade do Rock” não vai parar. Tal como no primeiro dia é registada uma nova enchente. Os únicos bilhetes que estão para venda são os do mercado negro. A primeira actuação do dia estava marcada para a SIC Noticias que deu um belo “show” ao transmitir em directo a minha entrevista e pela qual ainda espero pagamento! Mas em palco mesmo quem começou por abrir as hostes foram os cubanos Orishas (não sei porquê mas quando um deles disse “we are playing this hip-hop song and we know that you love hip-hop too. Yes or no?” a única palavra que eu ouvi foi “NOOO!” diz que ele disse “ok” e continuou com a musiquinha dele. Não sei porquê XD). Não liguei muito e estava mais preocupado em pelo menos manter-me lá na frente se não fosse possivel avançar mais (que foi!)
.. Kaiser Chiefs foram uma grande surpresa para mim, uma vez que não os conhecia muito bem. Sempre a dar muito trabalhinho aos seguranças, o vocalista passou bastante tempo (o que é bom) na zona do publico, tendo mesmo subido para uma das torres onde se encontravam as camaras de televisão. Foi um optimo fim de tarde e inicio da noite. Mas eis que de repente (já noite mesmo) as luzes se apagam e o meu momento alto acontece (o da noite, porque o da tarde foi o outro XD). O placar anuncia o mesmo que a minha t-shirt… MUSE!!! Knights Of Cydonia põe toda a gente a cantar e a saltar mas à segunda música perdia a cabeça de vez. Hysteria pôs-me maluco para o resto do concerto. Era incrível. Para onde quer que fosse que olha-se so via braços no ar, pessoal a saltar, t-shirts e tarjas com Muse! E não foi só no recinto. No Vasco da Gama, nas ruas, em qualquer lado alguem tinha uma (menos o indiano das bandeiras XD que amigo fizeste Vitor). Bem… Se me ponho a contar tudo o que se passou neste concerto nem amanhã saio daqui. Só quero aproveitar para agradecer á Patricia e ao Vitor por me terem segurado na mochila o concerto todo, para que eu pudesse saltar e andar la feito maluco! hehe.. Só de realçar que o show foi brutal. a combinação de luz e imagem aliadas ao som das suas músicas foi do melhor. Algo a que eles já nos teem vindo a habituar. Com o referão de Plug In Baby foram lançados balões gigantes que ao serem rebentados lançavam no ar papelinhos. O concerto acaba com TAB e um “Obrigado Portugal!” com sutaque brit e o público a gritar “Muse! Muse!”.
Seguem-se os Offspring e é nesta altura que nós os 3 aproveitamos para ira dar uma voltinha. Procurar um sitio para sentar e comer algo estava na lista das prioridades, pois havia que dar repouso às pernas para voltar lá a seguir. Mas pelo que pude observar de longe Offspring deram um bom concerto, apesar de já terem tido a sua época. Linkin Park é quem se segue e um momento mais tenso na noite. Discutiamos se ficávamos mais atrás para sair mais cedo ou se iamos lá para a frente. por mim tinha ficado, mas já que a Patricia tinha queria tanto e eles os dois foram la para os ver e me tinham aturado em Muse disse ás minhas pernas que tinham que aguentar e la fomos. Linkin Park surgem com uma bandeira de Portugal na bateria e arrancam em grande. Tocando algumas musicas que para mim eram menos conhecidas, pois se encontravam no ultimo album, a multidão estava aos saltos e eu juntei-me a eles. Toda a gente cantava nas mais antigas e iamos saltando com o que as forças davam. Não sei quem se pos a cantar as musicas da TMN lá para o fim mas tudo bem
… o concerto esteve quase tão bom como Muse mas não chegou lá.
A inspiração acabou por isso..
Tudo de bom.. tudo de bom..